O Xadrez e a Música

sexta-feira, setembro 29, 2006

Soneto com 57 Substantivos

LAGE, SEIXO, CALHAU, BRITA, CASCALHO,
PENEDO, ROCHA, PEDRA, PEDREGULHO,
ESTERCO, CINZA, LIXO, LAMA, ENTULHO,
OSSADA, FERRO-VELHO, REBOTALHO.

BARROTE, TÁBUA, TORO, LENHA, GALHO,
CAVACOS, SERRADURA, PÓ, GORGULHO,
DISCÓRDIA, DESCONCERTO, SERRABULHO,
DESORDEM, GUERRA, LUTA, MOTIM, RALHO.

REMORSO, INQUIETAÇÃO, ANSIEDADE,
CRETINOS, INTRUJÕES, INCOMPETENTES,
DESTRÔÇO, MORTE, NADA, ETERNIDADE.

EIS COSMOS, ESTRÊLAS, MUNDOS, CONTINENTES,
PLANÍCIE, SERRA, MAR, CAMPO, CIDADE,
SISTEMAS, GERAÇÕES, COSTUMES, GENTES.



Setúbal, Junho de 1942

R.N.

sábado, setembro 23, 2006

O Ensaio da "Rêverie" de Schumann

Rêverie - gravado em 06.09.21

Isto ficou fracalhote, caros amigos... foi apenas um ensaio. E eu não sou propriamente a Viktoria Mullova!...

terça-feira, setembro 19, 2006

(S)em surdina...

História caricata que me sucedeu ontem, e que bem mostra a falta de cultura que grassa neste recanto...

Sendo os meus principais "hobbies", pela ordem seguinte:
O Xadrez - A Música - A Matemática - A Poesia & al...., estava pensando fazer-vos uma surpresa do género musical. Mas depois de vasculhar a casa à procura da surdina do meu violino e não a tendo encontrado, dirigi-me a uma casa de artigos musicais na zona da Pr. do Chile em Lisboa, a fim de adquirir uma.
Dizendo ao empregado ao que ia, mostrou-me este um rasgado espanto... pois, e sendo empregado de uma casa de artigos musicais, não sabia o que era uma surdina para violino - terá pensado ser algum aparelho para surdos, talvez! - e foi perguntar ao patrão se tal objecto, decerto aberrante para ele, existia na casa... o patrão, esse, sabia o que era, mas veio informar-me que não tinha... pelo que, caros amigos, tenho de adiar o recital... que fica para data a anunciar.

R.N.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Soneto dedicado a Bocage que hoje faz 241 Anos

… du BOCAGE

Provaste que ninguém ultrapassou
O Everest da tua Poesia.
E ninguém o tentou, quem tal faria ?
Só em ti toda a Arte rebrilhou!

Iniciaste o tempo em que soou
A lyra virtual que com mestria
Dedilhaste em concerto ?, sinfonia ?
E o teu coração mais palpitou!

Digo, torno a dizer, ouçam-me agora;
Inquebrantável grito se escutou,
Côro da vil, agónica, infeliz hora:

É o fim: "já Bocage não sou"…
Depois, Polymnia, luto, ou só, talvez…
Adeus ao Rei do "Sonetismo" Português.

* * *

Nota: POLYMNIA - musa da Poesia.

R.C.Nascimento

No Dia do Aniversário de Bocage, seu conterrâneo, meu Pai, com 92 anos, entra na Blogosfera

É como digo, amigos... abro hoje este espaço dedicado a meu Pai. Aqui irei colocando alguma da sua Obra, nomeadamente poética... algumas recordações das muitas que a sua já longa vida guardou na sua, felizmente, óptima memória... quem sabe! algum problema "Figurativo" de Xadrez... algum tango tocado no seu violino... e algumas das suas cogitações!
Sejam pois, benvindos a este Quintal ao lado do meu Jardim!
A filha do dono do Quintal,
Aspásia